domingo, 15 de abril de 2012

E Chaplin tinha razão...

Em seu filme O Grande Ditador, Chaplin vive uma brilhante sátira a Adolph Hitler. O climax clássico deste filme é o célebre discurso final, um libelo ao triunfo da razão sobre o militarismo. Atuando e sendo o diretor do filme o Grande Ditador, Chaplin foi acusado pelo Comitê das Atividades Antiamericanas, além de ter sido confundido à figura de um comunista com um discurso anti-nazista e humanitário.
Este discurso foi responsável em grande parte pela sua expulsão dos Estados Unidos uma década depois. 
 
"O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da produção veloz, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz em grande escala, tem provocado a escassez. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade; mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura! 
Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido."

POIS É CHAPLIN, TUDO JÁ SE PERDEU!

Um comentário:

Dáuvanny Costa disse...

Gosto muito desse filme. Com relação à expulsão dos EUA, foi mesmo um mal-entendido e, certamente, a maior tristeza do Chaplin. Ótima postagem, Marquinho.
Amplexo.

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