quinta-feira, 10 de maio de 2012

Oh, que tempos! Oh, que costumes!

Paz seja com todos!
A famosa frase de Cícero, "Mores O Tempora", muitas vezes impressa como "O Tempora! O Mores!, traduz-se por Oh, que tempos! Oh, que costumes! Não sei dizer ao certo, o que levou o filosofo e estadista romano a expressar-se deste modo em um de seus livros, sem também me ater em sua vida, apenas faço uso-fruto de sua frase para exprimir ideias pessoais de nossa contemporaneidade, que apresenta alguns "avanços" um tanto inalcançáveis a meu entendimento o qual parece não ser tão acelerado se for este o caso.
Apesar de não parecer (isso é o que dizem), estou por completar trinta anos sobre este velho mundo. Acho que meus costumes diferem de minha moderna aparência uma vez que ouço grandes sucessos da música nacional ou internacional das décadas de 80 e 90 (outros mais antigos), até clássicas e instrumentais ou mesmo as religiosas (não gosto de globalizar com "Gospel") prefiro hinos e canções inesquecíveis que costumava entoar na igreja e que para muitos são considerados antiquados e sem espaço diante das novas composições de "grandes estrelas gospel". Se falar dos filmes que já assisti, me darão mais idade do que tenho, mas definitivamente hollywood nunca mais foi a mesma. Vou ter que avançar um pouco, pois  estou falando de gostos, e não é bem isso que quero tratar.
O que definitivamente encontra-se além do meu entendimento (nada alienado como se possa pensar) é como por exemplo o romantismo de nossas músicas perdeu espaço para uma vulgaridade deprimente e de como muitas mulheres deixam denegrir-se por estas ao simplesmente curtí-las (sem precisar facebook). Fica difícil considerar isso como arte. Difícil pensar que o humor contagiante de alguns programas avançou tanto que já não posso recomendar nossas crianças a assistirem (o velho Chico me desculparia, mas a Escolinha do Professor Raimundo para o Zorra Total, até em horário de apresentação diferenciam-se).
Não é fácil conversar com alguém e perceber que de dez palavras, sete são palavrões pesados (hipérbole intencional), estes tornaram-se tão banais que já fazem parte de nossa linguagem cotidiana, acho até que já invadiram eventos formais e entrevistas de emprego. O facebook e o orkut que o diga. Me parece também, que se o vocabulário moderno continuar avançando, brevemente não haverá necessidade do uso de expressões como bom dia, boa noite, obrigado ou por favor (vocabulário?).
Porque será que cresce a violência? Pergunto então, como pode uma lei intrometer-se na criação de filhos? Tá certo que maus tratos não vale, mas daí a pouco teremos filhos que mandam nos pais com direitos assegurados em lei para isso. Como pode uma marcha que apregoa a liberação de uso da maconha ser permitida e considerada legal pelo STF? Perde-se o sentido de pelo menos o Estado continuar lutando contra as drogas, daqui a alguns dias vamos ver a marcha em favor do crack e outra aberração qualquer que surgir. Qual o valor da vida humana, se hoje mata-se ou maltrata-se sem motivação aparente? É que as condições de pena e direito a fianças também avançaram, trazendo mais praticidade ao sistema carcerário brasileiro. Não dá pra entender, ou simplesmente aceitar certas coisas.
A instituição familiar também modernizou-se, trocando seus valores. Tornou o casamento antiquado e fez do sexo liberal uma virtude. A família passa a ser então, um grupo de pessoas que podem ou não morar juntos e cujo relacionamento aparenta ser apenas o de velhos conhecidos. Oh, que tempos! Oh, que costumes!
E já escrevi mais do que costumo, pois não gosto de enfadar meus leitores, poderia continuar com minha ideias influenciadas por um sentimento nostálgico, mas paro por aqui.
E pensar que diante disso tudo, o sábio rei Salomão ainda disse que nada há novo debaixo do sol, aquilo que vemos agora já houve antes. Acho que assim posso entender Cícero.

Fonte Imagem: http://silenciosentido.blogs.sapo.pt/

2 comentários:

Nandara Macambyra disse...

Quem leu até o final nao se cansou de ler, pode ter certeza!
Iria comentar, mas um texto tão bom quanto esse dispensa qualquer tipo de comentário.
Muito bom mesmo, Capitão!

ELIENE DE CASTRO disse...

DENTRO DOS SEUS TRINTA JÁ VIVIDOS, DE TUDO HOUVE E HAVERÁ SEMPRE, POR ISSO AS PALAVRAS DO REI SALOMÃO.
O QUE DIFERE TUDO ISSO, É QUE NESSE MESMO UNIVERSO, EXISTE PESSOAS COMO VOCÊ, DE VISÃO AMPLA QUE ABRANGE TODOS OS ASSUNTOS, VALORIZANDO CONCEITOS, CONSERVANDO OS VALORES ADQUIRIDOS AO LONGO DOS ANOS.
PROPRIETÁRIO DE UMA ALMA GENEROSA E EDUCADA, CONSEGUE PERCEBER ESSAS MUDANÇAS QUE CONSEQUENTEMENTE INTERFEREM NO CAMINHAR DO HOMEM, DE TUDO E TODOS QUE O CERCAM. INFELIZMENTE....FAZ PARTE...
PARABÉNS PELO POST. MUITO BEM ELABORADO.

ESSE É MEU AMADO!!!!!!!!!!!!!!

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