sábado, 5 de outubro de 2013

O dia de Deus - Autor desconhecido

Há dois dias na semana com os quais nunca me preocupo, dois dias descuidados que guardo secretamente livres do medo e da apreensão. Um desses dias é o Ontem. O Ontem com todos os seus cuidados, angústias, sofrimentos e dores, todas as suas falhas, seus erros e tropeções, passou para sempre e não posso chamá-lo de volta. Ele era meu, agora é de Deus.
O outro dia que não me preocupa é o Amanhã. Amanhã, com todas as suas possíveis adversidades, fardos e perigos, sua grande promessa e desempenho, seus fracassos e erros, está tão além do meu domínio quanto seu irmão morto, o Ontem. O Amanhã é o dia de Deus, será meu. Resta para mim, então, só um dia da semana, o Hoje. Qualquer um pode enfrentar as batalhas do Hoje. Qualquer mulher pode carregar os fardos de um só dia; qualquer homem pode resistir as tentações do Hoje. Só quando deliberadamente acrescentamos os fardos dessas duas terríveis eternidades, Ontem e Hoje, fardos que só o Deus Todo-poderoso pode carregar, é que desfalecemos.
Não é a experiência do hoje que deixa as pessoas exasperadas. É o remorso do que aconteceu ontem e o medo do que o amanhã pode trazer. Estes são dias de Deus, deixe-os com ele.

Autor desconhecido

Fonte: Texto extraído do livro Não sabíamos que eram anjos de Doris W. Greig
Imagem: Amanhecer visto do Farol da Barra em Salvador (Arquivo pessoal)

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