quarta-feira, 2 de julho de 2014

Acreditar. E continuar acreditando.

"A gente precisa continuar acreditando: que vale a pena ser honesto. Que vale a pena estudar. Que vale a pena trabalhar. Que é preciso construir: a vida, o futuro, o caráter, a familia, as amizades e os amores."
Lya Luft

A gente precisa continuar acreditando: apesar de tudo. Precisamos caminhar na direção contrária do vento e nadar contra a correnteza. Esperar quem sabe, que um dia eles posicionem-se ao nosso favor.
E se não acontecer? É preciso continuar acreditando ainda assim. Um tanto difícil se levarmos em consideração que os dias seguem mediocremente iguais. As histórias são as mesmas, mudando apenas os personagens. Talvez, em outros tempos elas fossem o cúmulo do absurdo, hoje já não surpreendem mais. O que era tido por anomalia, tornou-se comum e chega ser aceito como normal.

Como resultado de um contexto social desigualitário e desonesto, o cotidiano tornou-se agressivo, sujo e doentio. A credibilidade das pessoas diminuiu. O gesto simples de apertar as mãos tornou-se obsoleto e a "palavra de honra" perdeu o valor no nosso novo mundo. A vantagem pessoal supera qualquer limite de pudor e respeito. A violência crescente degradou cidadãos a condição de reféns do medo. Esse é um indicativo alardeante de falhas no social, da falta de políticas públicas e impotência de nossa justiça que resulta no drama da impunidade.

Nada nos restou perante a realidade ora descrita, se não acreditar e ansiar pela chegada de dias melhores . Porventuramente, teriam estes chegado a nós com a Copa do Mundo? Esta também tem dado o que falar, como se tudo mais não fosse o bastante na terra do futebol. E quando ela terminar? Já temos prevista a apresentação dos novos capítulos de uma antiga novela, com protagonistas de ontem e hoje declamando os discursos que tão bem conhecemos. Ocorre entretanto que o cenário nacional vem passando por mudanças, evidenciadas pela onda de protestos que surpreenderam o país acostumado a ver seus cidadãos "deitados eternamente em berço esplêndido". O que esperarmos então dessas eleições? Ou do futuro de uma forma geral?

É certo que esperamos o resplendor de uma nova aurora, mas em que acreditar?

Precisamos continuar acreditando: em nós mesmos. Que podemos seguir em frente. Confiando em nossas habilidades e talentos. No esforço empreendido para estudar e trabalhar, com a certeza absoluta de que vale a pena. Jamais nos arrependermos de nossa hombridade e pureza de caráter. Trilhar o caminho da honradez na formação de nossas famílias. Prezar pela lealdade e afeto nas relações pessoais. E fazer o bem a todos os que necessitam sem distinção.

Temos que acreditar, em gente como a gente. Unir as idéias, respeitar as opiniões e ajudarmo-nos mutuamente.

É preciso acreditar na vida. Ter fé em Deus que nos dá forças e motivações para continuarmos acreditando.

Eu acredito! Apesar de tudo.

Marcus Bittencourt

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