quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Voto consciente. O que é? ...ou seria o que penso.

A corrida oficial por ele começou a quase três meses e termina este fim de semana. As propagandas que interrompem a programação normal dos principais meios de comunicação, os debates acirrados com apresentação de propostas e provocações, bem como todas as formas marketeiras possíveis, são as armas dos candidatos a um cargo público na busca pelo precioso voto do eleitor.

Tenho que fazer referência ao fato lamentável da morte de um candidato a presidência da República em inicio de campanha, com respeito pela dor de sua família, amigos e dos que o conheciam bem ou mesmo o seu trabalho, sem passar disto por não encontrar-me em nenhuma das condições citadas. Como esperado, alguém o substituiu e está em boa situação diante das famosas pesquisas eleitorais que antecedem o momento decisivo da eleição e a maratona continua.

Os holofotes e câmeras estão todos voltados para eles, estando do lado inverso os eleitores compostos por anônimos e famosos que possuem o principal bem de interesse eleitoral ou mesmo eleitoreiro dos candidatos.

E o que dizer dele? Do voto? Asseverar que este é pessoal e todo cidadão deve ter plena consciência de sua escolha, a qual será expressa na urna em dia de votação.

Infelizmente, a garantia do direito a escolha de nossos governantes e representantes é um fato contraditório em nosso país, tendo em vista do voto ser obrigatório. Uma vez que seja meu direito, porque não posso optar pela não votação se este for o meu desejo? Por que perder tempo com deslocamento para os postos, simplesmente para anular ou votar em branco? Penso que isto deve ser revisto no Estado Democrático de Direito. Mas é válido recordar que independente da imposição legislativa, as escolhas pessoais de qualquer eleitor não devem sofrer condições determinantes de qualquer natureza, implicando isto em restrição da liberdade de consciência do individuo.

Nosso contexto histórico mostra o coronelismo presente em diversas épocas, representado por muitas facetas e adequando-se aos tempos e os meios. Algumas dentre as variantes formas de apelo atuais são sorrateiras e praticamente impositivas ao eleitor. A maioria delas estão ligadas a conceitos filosóficos e religiosos, ao partidarismo obsessivo, interesses comerciais ou financeiros e até mesmo aos laços sentimentais de amizade ou familiares. Votar de forma consciente é ter a plena certeza de que nossas escolhas estão ligadas a nossa vontade e alheia a esses e outros "cabrestos" dissimulados.

A escolha de nossos governantes e representantes está diretamente ligada ao futuro da nação. Este domingo próximo irá influenciar em muito das nossas vidas pelos próximos quatro anos. Por isso, pensemos bem e coloquemos o interesse coletivo acima de nossas concepções ideológicas e religiosas. Que nossa vontade supere as promessas particulares a fim de não fazermos do nosso voto moeda de troca. Deixemos a cegueira causada pelo partidarismo que beneficia um grupo de políticos que muitas vezes não contemplam nossos anseios e necessidades reais na condição de povo brasileiro. Votemos na opção por nós desejada sem que esta tenha sido escolhida em verdade por alguém que muito estimamos. Se as opções não nos agradam e nem seja nosso interesse optar entre elas, fazer parte do percentual de votos brancos e nulos é uma alternativa. Manifestemo-nos nas urnas de algum modo, contanto que seja realmente nossa voz e nosso grito expressando a predominância de nossa vontade.

Façamos portanto uma análise critica e profunda das propostas de cada candidato, votemos conscientemente e que Deus nos abençoe em nossas escolhas.

Um abraço

Marcus Bittencourt

Imagem: Google Images

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