domingo, 21 de dezembro de 2014

Impasse humano - Por Eliene Bittencourt

O que fazemos de nós mesmos?
A verdade é que se olharmos bem o comportamento do homem dentro da nossa realidade pode-se observar que falamos muito, mas praticamos pouco.
Sentimentos nobres requerem grandeza de alma para que sejam instalados e desenvolvidos contagiando o maior número de pessoas no sentido de serem postos em prática e conseqüentemente tornando a nossa estadia por aqui mais aproveitada e produtiva.

Sabemos conceituar... definir... cada um desses sentimentos, conhecemos os seus valores, sabemos das suas capacidades de ação quando são solicitados diante das necessidades surgidas no dia a dia, mas mesmo assim ainda precisamos domar, educar o lado contrário do nosso ser que vive adormecido, bastando um momento de desequilíbrio emocional, para comprometer conceitos e valores modificando o nosso comportamento.

Ás vezes nos deparamos em situações que necessariamente temos que nos colocar em defensiva porque a própria dinâmica da vida nos faz ter ou ser contrario a tudo que acreditamos e conseguimos construir juntamente com a civilidade, que é refletida através da educação de um individuo e a sua capacidade de socializar-se bem através de situações e experiências vividas ao longo de sua vida.

Vivemos de uma maneira individualista e prezamos muito o nosso “eu”, valorizando o “nós” como uma alternativa de seguir a vida preparando a caminhada e aproveitando as oportunidades surgidas ao longo desse percurso, procurando fazer o bem sem sofrer sacrifícios e prejuízos.

Hum!! Quanta amargura....não.

É a pura realidade comprovada quando vemos ou sentimos o desprezo do homem pelo próprio homem em evidencia estampado pelos meios de comunicação abertos ao mundo.
Lamentável ver que estamos diante de um impasse em querer enganar a nós próprios ou enganar a realidade dos fatos.

Naturalmente que as possibilidades de reverter essa situação é grande, bastando espalhar...divulgar...dividir...compartilhar...
o maior de todos os sentimentos juntamente com seus acompanhantes, todos em completa harmonia nas mais ações de simplicidade, esforço e otimismo contribuindo com a valorização humana.

Diariamente em curtos intervalos no tempo acontecem atos violentos contra a humanidade, não que isso seja novidade, mas o crescimento do lobo mau é atribuído a falta de valores éticos e morais.
Reconhecer que estamos impotentes diante das mudanças comportamentais do ser humano é perguntar a nós mesmos o que estamos fazendo com a nossa própria vida.

Manter aberta a porta do coração é abrigar, acolher, abraçar o outro coração carente de oportunidades.
Mas, até quando?
Posso parecer desesperançosa, mas meu lado perfeccionista me faz cobrar de mim mesma, imagine das pessoas ao meu redor, um comportamento mais justo, mais condizente em cada situação vivida.
Encaro tudo isso como uma faca de dois gumes.
Ambos os lados, corta e faz sangrar deixando fluir as nossas ferramentas de trabalho (os nobres sentimentos) permitindo que as nossas decisões em ajudar...participar...cooperar
sejam absorvidas pela indignação ou transformadas em quem sabe um dia.
É o lavar das mãos do bem e do mal.

A amarga ironia do fato é o de "como seria bom se fosse assim" sem ter que também infringir as leis da boa conduta quando nos sentimos ameaçados.
Tem ideia de como é pensar assim?
E a vida? Ela segue...

Fonte: http://www.phenixbittencourt.blogspot.com.br/
 
ELIENE DE CASTRO BITTENCOURT

É Profissional na área de saúde. Se declara apaixonada pela internet e tecnologia. Blogueira desde 13 abril de 2011, é autora do blog No fim do arco-íris tem onde escreve um pouco sobre tudo.

Além do já descrito, sumamente importante citar que trata-se de uma pessoa que tanto amo. Minha mãe!

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