domingo, 1 de fevereiro de 2015

E os novos rumos?

Após o momento mágico da passagem de ano com todas as circunstâncias, sentimentos e desejos que a envolvem, vivenciamos os primeiros dias do ciclo ordinário por nós almejado e esperado como os anteriores cujas chegadas também foram ritualmente celebradas.
Passada a festa e definidas as metas, planos e projetos traçados, damos prosseguimento para que os intensos desejos daquele momento tão encantador se realizem na mesma proporção. Mas no retorno a normalidade cotidiana, compreendemos que para tanto precisamos enfrentar a realidade áspera que nos cerca. Esta esquecida por breve tempo.
Percebemos então que dentre tantas e outras, certas coisas nunca mudam e algumas perduram como se fossem eternas. Deveríamos estar acostumados mas não estamos (até porque não vejo como) ao aparecimento de situações inesperadas, fato natural da vida que possivelmente já tenha surpreendido muitos de nós. Fator ainda mais relevante é a relação social em diversos âmbitos com suas debilidades e carências que nos trazem dores e fadigas próprias desta condição humana.
Vivemos o êxtase e as emoções propicias daquela noite eufórica, pensando apenas em todo bem que para nós e ao nosso próximo naquele instante desejávamos, nos dando a fantasia de esquecermos as inconveniências e contrariedades que os dias nos reservam; E se dependesse única e exclusivamente de nós, de forma mágica todos os nossos anseios se realizariam naquele instante. Entretanto, 365 dias completos nos aguardavam.
E as aspirações? As idéias, planos e projetos? E o desejo de que tudo fosse novo, as novas metas?
E os novos rumos?
Perderam-se com as más noticias? Abalaram-se com as crises econômicas do país, problemas familiares ou adversidades no trabalho? Sucumbiram perante as permanentes injustiças e desonras? 
Será que estes não foram apenas parte de um momento utópico de uma noite que passou?
Esperançosamente quero acreditar que não.
A verdade é que despertamos do êxtase para entender que nem sempre os ventos soprarão ao nosso favor e que nosso triunfo é conquistado dia após outro, exigindo de nós resiliência e perseverança; Do contrário podemos ser considerados covardes e fracassados.
Mas que Deus nos ajude em nossas esperanças para que elas nos conduzam as realizações do que tanto anelamos.
 E se este ano não for como desejei? A vida segue e estamos apenas no começo, façamos nossa parte, acreditemos e esperemos. E se não for como achamos que seria, será suficiente, até uma nova passagem de ano.

Imagem: http://www.belasmensagens.com.br/reflexao

Nenhum comentário:

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Licença Creative Commons
O trabalho Na Jornada pela Vida de Marcus Bittencourt foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em www.marcusbittencourt.com.