sábado, 9 de maio de 2015

Os braços de uma mãe - Para Eliene Bittencourt

Então, ela finalmente me tomara em seus braços. Isso no inicio da década de 80, sendo esta mãe de duas filhas, trazendo naquele dia dos pais um presente que seu esposo almejou; um filho do sexo masculino, tradicionalmente dito "um filho homem".
Não posso descrever a alegria que tomou conta de todos por motivos óbvios no que diz respeito a vida, sendo um bebê que acabara de chegar ao mundo. Todavia posso falar um pouco do que sinto, mesmo não podendo falar com exatidão dos sentimentos inexplicáveis que fazem parte de nós. Assim, sei que eles não ficaram ali, presos no tempo, mas seguiram por todos os dias de minha vida.
Porque ela me tomou em seus braços por todos os dias que vivi até agora. Mesmo quando já não tinha mais idade para isso. 
Senti isso lá no fundo quando papai acometido por um câncer nos deixou. Seguiu com muitas dificuldades que a vida lhe reservou, resiliente, não se curvou diante desta e nos criou com muita dignidade e fibra fazendo com que eu e minhas irmãs seguissemos seu exemplo e não nos curvassemos face às reveses que nós mesmos precisamos enfrentar.
E assim continuamos seguindo nossas vidas, mas não importa o tempo decorrido, eu ainda sinto você minha mãe, me carregando nos braços. 

Para Eliene Bittencourt

Foto: Arquivo de familia

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