quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Fé e razão

Há como enxergar algum distanciamento entre fé e razão? Entendendo tratar-se de coisas totalmente diferentes, poderiamos encontrar um antagonismo existente entre elas?

O sugestivo titulo do livro de Jonh Stott, "crer é também pensar", nos traz uma reflexão quanto a uma possível comunhão entre os dois elementos. Há aqueles que não acreditam na possibilidade e as forças antagônicas são criadas a partir de suas concepções, que trazem como resultados o ceticismo em uma vertente pensante e a alienação ignorante em outra que não se permite pensar.

Quando cortejei minha esposa, antes de dizer sim ao meu anseio, esta me observou o fato de sermos tão diferentes um do outro e sendo assim, o questionamento foi se obteriamos sucesso em nossa relação. Prontamente respondi que as diferenças são o que nos completam. Porque em vida somos assim, complementados uns pelos outros em nossas faltas. É partindo deste princípio que vejo uma perfeita relação entre crer e refletir.

Pensar não fará de ninguém um incrédulo. Apenas reforçará as bases para a sua fé e não permitirá nenhum tipo de engodo que o torne encegueirado e levado por toda sorte de ideias descartáveis.
A fé não morre com o conhecimento, pois este é iluminação para alma e o espírito. A verdadeira ciência não nega a existência de fatores que não podem ser explicados e o sobrenatural nunca perderá seu espaço. O Deus invisível, porém crido pelos homens se faz presente em suas ações e se revela por meio de sua criação, podendo ser apenas percebido pelos que creem. Este mesmo, deseja que os tais o conheçam pelo que venha a ser, sem as muitas invencões formuladas a seu respeito e por isto se faz tão importante o ato de pensar.

Acreditar que a razão aniquila o elemento fé é do mesmo modo constituir sobre si um estado lastimoso de cegueira, com a negativa do que embora para nós seja complicado de entender e explicar mas simplesmente existe. Podemos então recordar um dito do célebre William Shakespeare, "há mais coisas entre o Céu e a Terra, que possam imaginar nossa vã filosofia".
A ciência não nega a existência de Deus, nem de sua atividade sobrenatural ou extraordinária, apenas não apresenta respostas concretas ou conclusivas sobre ambos, cuja abstração possibilita a apresentação de teses das quais alguns dos seus formuladores buscam ocultar sua presença na origem e evolução da vida. Contrapondo estes, parte dos famosos ciêntistas em alguns de seus escritos revelaram de forma explícita a crença no Divino e a existência de uma Força maior no Universo que exerce sobre este uma ação direta.

Portanto, chego a conclusão de que não há conturbações, senão criadas por nós, quanto a união da fé com o pensamento racional. Um não nega o outro. Se olharmos bem, veremos um perfeito caminhar de mãos dadas entre ambos.

A razão nos livra das crendices e a fé nos mostra o que está além da nossa compreensão.

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