quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A morte não é o fim

Naquela tarde de sábado, cheguei ao lugar onde havia programado minha presença cerca de um mês antes. Adentrei por aquela sala sendo muito bem recebido pelos instrutores de um curso cujo tema não desperta tanto o interesse das pessoas. Além de em verdade ser motivo de aversão por tratar-se de algo tão indesejado, muito embora sem escapatória para qualquer ser vivente, tendo em vista que de algum modo, todos tereremos que lidar um dia com situações de tal natureza. Mas, reconhecidamente entendo o quanto é difícil falar sobre morte.

Dentre os presentes, estavam psicológos e estudantes de psicología, além de dois capelães (sendo eu um destes). Inicialmente, o ambiente tornara-se pesado por conta da temática, mas de forma bem leve e descontraída, nossos instrutores foram nos conduzindo pelos caminhos do conhecimento acerca da visão sociocultural da morte, seu sentido e do processo de luto. Em determinados momentos chegamos até a sorrir.

Na oportunidade, apresentamos a visão cristã acerca da morte e a mensagem que nos consola face a este evento emblemático, o que compartilho aqui. Como princípio de tudo, consciência é o que necessitamos, para aceitar o que nos está destinado; "porque somos pó e ao pó tornaremos" (gen. 3:19). O dia chega para qualquer um, em que "o pó volta a terra como era, e o espírito volta a Deus que o deu." (Ecl. 12:7).

Fatidicamente, esta vida passa. O conselho que dou acerca desta é que ela seja de bom proveito, mediante a boas escolhas que a preencham de felicidade e paz. "Lembremos do Criador desde os dias de nossa juventude, antes que venham os maus dias e anos dos quais digamos não ter neles nenhuma alegria" (Ecl 12:1). "Honremos nossos pais, para que nossos dias se prolonguem" (Ex 20:12). Façamos a vida valer a pena, de acordo com a máxima de que "plantamos o que colhemos" (Gal 6:7), e isto serve para o que vem depois. O que fazemos em vida reflete na eternidade.

Falando de eternidade, contrapondo o pensamento a mim exposto certa feita, na qual o indivíduo comparava a vida a uma lâmpada que ao término de sua vida útil poderia ser descartada, não vejo a morte como o fim, senão como o começo de uma outra vida, na qual coisas mui excelentes e superiores se revelam. Expirar seria portanto um rito de passagem.

Um dia alguém afirmou ser "a ressurreição e a vida e que se cressemos nele viveriamos mesmo depois de mortos" (Jo 11:25), tendo em seguida a sua declaração, trazido de volta a vida de um homem que acabara por entrar em estado de decomposição. A esta hora ninguém mais acreditava nesta possibilidade e ela aconteceu. Ele mesmo provou ser o SENHOR da vida e sobre a morte quando ressuscitou, "e tragou a morte com sua vitória" (1a Cor 15:54). Assim, nele podemos crer e esperar uma vida sobre excelente, se assim não for, não o conhecemos ou de fato não cremos nele, "porque se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens" (1a Cor 15:19).

Acreditar na eternidade com Deus, em um estado de glória e reencontro após a morte, é a esperança que tenho. Neste dia "consolai-vos uns aos outros com estas palavras (1a Tes 4:18).

Imagem: Google images

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